Envie para um amigo

Arquitetura hospitalar é elemento essencial para recuperação de pacientes

Conversamos com Lara Kaiser, diretora de Healthcare do estúdio global de arquitetura e design Perkins and Will. Lara coleciona mais de 20 anos de experiência em arquitetura hospitalar e conta os aprendizados.

blogpw1

A diretora comentou sobre a importância da arquitetura hospitalar e suas soluções em uma live promovida pela Docol e ressaltou que nem sempre este ambiente foi tratado com o cuidado necessário, pois a evolução das instalações de saúde se deu a partir de fatores sociais, econômicos, científicos e tecnológicos e permanecem em evolução.

“No período da Idade Média, por exemplo, os hospitais eram instalações extremamente insalubres e com alta taxa de mortalidade de pacientes. O cuidado com os enfermos não era prioridade, mas sim a segurança da população saudável do lado de fora. Nesses ambientes a ventilação e a iluminação naturais eram precários e o aquecimento, a lenha ou carvão, pioravam ainda mais a qualidade do ar. O bem-estar dos pacientes não era algo a ser considerado.”, comentou sobre o cenário da época, paralelamente ao que vivemos hoje, com o isolamento dos pacientes infectados pelo COVID-19.

Um dos nomes responsáveis por modificar o conceito de ambiente insalubre foi Florence Nightingale, enfermeira italiana que observou e analisou dezenas de hospitais, chegando à conclusão que o ambiente tem relação direta com a eficácia do tratamento do paciente. São ações amplamente divulgadas em 2020 em hospitais de campanha, como:

– Distanciamento entre leitos

– Troca do ar (ventilação)

– Iluminação natural

– Relação leitos x janelas

– Posicionamento dos banheiros e lavatórios

– Posicionamento dos postos de enfermagem e salas de cirurgia

Florence entendeu que o bem-estar do paciente e das equipes médicas era primordial para a recuperação dos pacientes, e que esses fatores eram diretamente relacionados à estrutura arquitetônica do hospital.

blogpw2

Laboratório Fleury projetado pela Perkins and Will

Lara entende que dentre os setores arquitetônicos, o que deve ser mais impactado pelas consequências do Covid-19 é o hospitalar, pois a partir da pandemia sofrerá alterações estruturais para aumento de capacidade, isolamento de área e outras possíveis situações ligadas a situações de calamidade pública.

A arquiteta cita ainda como exemplo o hospital Rush University Medical Center, desenvolvido pela Perkins and Will em Chicago após o ataque de 11 de setembro nos Estados Unidos.  O prédio foi desenvolvido em um formato de borboleta, com a equipe de cuidadores localizada ao centro, e os pacientes nas asas, promovendo naturalmente um atendimento mais rápido e menos estressante para os profissionais da saúde.

blogpw1

Rush University, projeto desenvolvido pelo estúdio Perkins and Will

“O Departamento Emergencial do hospital ainda é dividido em três unidades de vinte leitos cada, que podem ser isoladas separadamente. A entrada de ambulâncias também pode ser coberta e convertida em uma área de triagem dedicada, onde os pacientes com suspeita de COVID-19 não têm contato com os demais enfermos.”

Lara escreveu um artigo completo sobre o tema em seu LinkedIn. Conheça clicando aqui.

Acompanhe conteúdos como esse em nosso Instagram, por meio da nossa agenda de lives no @docoloficial.

Deixe um comentário